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Coronavirus: como proceder com as viagens marcadas

O Coronavirus (agora também denominado COVID-19) é o assunto do momento, com milhares de notícias publicadas e partilhadas nas redes sociais e restantes plataformas online.

Para quem tem viagens marcadas para destinos e locais onde o vírus já foi detectado e onde há casos de infectados, a questão sobre os seus direitos e deveres relativamente a procedimentos surge.

No entanto, há também que relembrar que nem todas as notícias são reais e alguns dados podem induzir em erro pela desinformação existente. Por essa razão, tentaremos pôr a par os nossos clientes e seguidores para que se mantenham devidamente informados por meios alheios à comunicação social.

Por esta razão artigo será alvo de actualizações conforme as informações vão surgindo.

  • Coronavirus/COVID-19: o que é

O novo vírus endémico teve origem na província de Wuhan, na China, e é um vírus cuja rapidez de dispersão está a superar outros semelhantes.

Da mesma forma, é também um vírus cuja taxa de mortalidade, apesar da rapidez de dispersão, é baixa comparativamente a outros vírus similares.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que estes tipos de vírus (CoV) fazem parte de uma grande família que incluem as gripes mais comuns a outras doenças mais graves e que podem trazer perturbações respiratórias. O COVID-19 é um vírus que ainda não foi devidamente identificado.

Estes vírus são transmitidos entre animais e pessoas, embora seja também conveniente informar que nem todas as viroses de animais afectam (ou afectaram) humanos.

Os sintomas mais comuns incluem: dificuldades de respiração, febres altas (38º ou mais), tosse e falta de ar. Casos mais graves podem levar a pneumonia, doença respiratória grave, falhas nos rins ou mesmo morte.

Recomendações

Para evitar ao máximo o perigo de contágio, devem aplicar-se as mesmas recomendações que noutras gripes, tais como: lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e nariz quando tosse ou espirra, cozinhar bem os seus alimentos e evitar contacto com pessoas que demonstrem algum dos sintomas acima descritos.

  • Coronavirus: como proceder com as viagens marcadas

A primeira coisa a fazer é contactar o seu agente de viagens, que é a pessoa que recebe informação mais fidedigna relativamente ao vírus e à sua progressão. Infelizmente, os media e as redes sociais divulgam notícias e histórias de forma desenfreada, causando transtorno, ansiedade e medo naqueles que lêem os conteúdos.

Este tipo de acção em cadeia tem levado a muito receio de viagens e tem levado também a que muita gente aja com o coração e não com a cabeça.

Como vários médicos já o disseram, este é um vírus cuja taxa de mortalidade é baixa e ocorre maioritariamente em pessoas de idade avançada e/ou com um sistema imunitário mais debilitado:

 

Coronavirus taxa mortalidade

Fonte aqui

Em situações como a que estamos neste momento a presenciar, é essencial que a informação lhe seja passada seja fidedigna e não apenas da comunicação social. Para tal, recomendamos que esteja atento:

  • Às informações da OMS;
  • Às informações prestadas pelo SNS;
  • Às informações do Provedor do Cliente;
  • Às informações e declarações do seu agente de viagens.

Da mesma forma, não se deixe levar a 100% pela comunicação social. Esteja atento, sim, mas contacte as entidades antes de tomar decisões relativamente às suas viagens.

  • Seguro de viagem

Há seguros de viagens que cobrem cancelamentos em casos de Perturbações por Motivos de Força Maior (PVFM). Confirme com a sua agência de viagens qual o seguro que tem associado à sua viagem e se inclui PVFM.

Os seguros podem cobrir o cancelamento e reembolso das despesas não recuperáveis da viagem desde que as viagens para o destino sejam proibidas ou desaconselhadas. No entanto, esta informação não dispensa nem substitui a informação que a própria seguradora lhe passará.

Neste momento, cancelamentos de viagens para China, Hong Kong e Macau, cuja data de início seja até 31.03.2020 e que tenham sido adquiridas até 24.01.2020, estão a ser analisados pelas seguradoras. Se a sua viagem é para algum destes destinos e se insere nas condições indicadas, contacte a sua seguradora imediatamente.

No que respeita a outros destinos e/ou procedimentos, continuaremos a actualizar este artigo.

Recomendamos, também, a leitura do artigo escrito por Gustavo Carona, médico Anestesista e Intensivista do Porto e autor do livro “O Mundo Precisa de Saber”. Gustavo descreve a situação e tenta trazer alguma racional a estes tempos mais irracionais, em que muitas vezes nos esquecemos da razão. Deixamos aqui um resumo:

  • Os sintomas são no geral como uma gripe, pelo que são difíceis de diferenciar principalmente nesta fase do ano.
  • A mortalidade do que se sabe da China é de cerca de 2 a 4%, e fora da região de Wuhan é de 0,7%. Isto provavelmente traduz a pressão que os cuidados de saúde sofreram. Ou seja em condições normais a mortalidade é muito baixa.
  • A mortalidade está claramente relacionada com a idade, sendo os idosos os mais vulneráveis. Ainda não há nenhuma criança abaixo dos 9 anos que tenha morrido, abaixo dos 40 há muito poucos casos de morte, e é a partir dos 60 que começa a aumentar.
  • Os casos mais graves são uma pequeníssima minoria, e precisam de cuidados intensivos e de ventiladores (aparelho que respira por nós). E é aqui que o sistema de saúde pode encontrar o seu afunilamento, em termos de material e recursos humanos. Mas mesmo em Wuhan, e apanhados de surpresa, conseguiram de alguma forma adaptar-se às necessidades. Longe do ideal mas razoável pelo que se sabe.
  • Se tem sintomas de gripe e esteve em alguma zona de risco, ou em contacto com pessoas com a doença confirmada o ideal é ligar o 112 ou o Saúde 24, e aguardar por instruções sem sair de casa. É melhor para si e para os outros.

Fonte: Comunidade Cultura e Arte. Recomendamos a leitura integra do artigo: https://www.comunidadeculturaearte.com/quando-o-coronavirus-chegar-a-portugal-nao-sera-o-fim-do-mundo/?fbclid=IwAR2X__yaruz_lxhGdCBYbinxUryuLgPWvhFXxnMWoHzIwXPseHerZV2mmxU

Actualização de 11/03/2020

A Itália é o primeiro país europeu a decretar quarentena nacional. O país está em quarentena até dia 3 de abril.

Caso tenha viagens agendadas cuja partida seja até esta data contacte a sua agência de viagens o mais brevemente possível.

Portugal regista, também, os seus primeiros casos e estão ainda a ser estudadas as formas e procedimentos para lidar com o virus. Para já, estão a ser tomadas medidas no sentido de evitar multidões e instruir a população. Se sente algum dos sintomas, contacte o SNS24.

Até ao momento, com excepção dos países já sinalizados acima, apenas a Itália está em desaconselhamento de viagem para qualquer zona (anteriormente, o desaconselhamento era apenas para o distrito de Milão).

A Hungria também conta com alguns casos e decretou estado de emergência, não aceitando ninguém (exceto os seus cidadãos) que tente entrar no país oriundo dos seguintes países: Itália, China, Coreia do Sul e Irão.

Se tem uma viagem marcada com a nossa agência, por favor contacte-nos para esclarecimento de dúvidas.

Actualização de 22/04/2020

O Governo Português aprovou a emissão de vouchers como método de reembolso de viagens não usufruídas pelos clientes.

Este regime de reembolso é temporário e excecional e surge como resposta aos inúmeros pedidos de

  • reembolso de clientes cujas viagens não se realizaram;
  • soluções para as agências que procuravam uma forma de compensar os seus clientes sem abrir falência e prejudicar ainda mais os viajantes.

Os vouchers emitidos são válidos até dia 31/12/2021 e, caso não sejam utilizados até essa data, são reembolsados.

Portugal regista, até hoje, perto de 22 mil casos, quase 1150 recuperados e 785 mortes.

Continuam a ser tomadas medidas no sentido de evitar multidões e instruir a população. Se sente algum dos sintomas, contacte o SNS24.

Se tem uma viagem marcada com a nossa agência, por favor contacte-nos para esclarecimento de dúvidas.