Parece incrível pensar num mundo para além do Coronavirus. E absolutamente insano pensar em como será viajar depois do Coronavirus.

Estamos a entrar no quarto mês do ano e foi há apenas três meses que a vida de todos nós começou a mudar. A princípio, o otimismo quase certo de que não chegaria cá. Depois, o pânico crescente quando Itália começou a acumular casos.

O novo COVID-19 não é letal. Isso ficou estabelecido (e continua) pela baixa taxa de mortalidade ou mesmo a baixa taxa de contágio, mesmo quando os números parecem grandes.

Mas a forma como se dissipa é o que mais assusta e o que levou a que governos de vários países tomassem a decisão inédita de fechar fronteiras e a aplicar quarentena ou isolamento profilático obrigatórios.

Há muito menos aviões no ar, muitos hotéis encerrados, muitas viagens adiadas ou mesmo canceladas.

E a pergunta surge: Quando é que isto vai mudar? Como vai ser viajar depois do Coronavirus?

  • Portugueses ficarão mais perto

Uma das coisas que mais vai marcar todos os viajantes são as perdas associadas às passagens aéreas.

Não existe um consenso quando à obrigação de reembolso. A grande maioria das companhias aéreas admite não ter liquidez para reembolsar todas as pessoas afetadas e que, por conseguinte, oferecem um voucher no valor da compra dos bilhetes.

Esta solução não é aceite por todos, mas é mais veementemente recusada por quem tem latente que não voltará a viajar de avião com família e amigos durante algum tempo.

O futuro das viagens dos portugueses vai ser por Portugal.

O receio em ter novamente um avião associado às férias, de estar num espaço fechado e ir em direção do desconhecido vai levar a que muito portugueses optem por viajar de carro. Voltaremos a ver muitos carros em direção ao Algarve, Alentejo, e potencialmente interior de Portugal.

Ir de carro trará às famílias algum sentido de controlo, de poderem ir e voltar quando bem entenderem e de controlarem o espaço onde estão (quem está no carro, quem não está).

Para além disto, avistando-se uma crise haverá menos dinheiro para gastar. E havendo menos dinheiro para gastar, férias mais curtas avizinham-se, e para férias mais curtas o melhor será novamente Portugal ou a vizinha Espanha.

viajar depois do coronavirus

  • Menos companhias aéreas

A forma como este virus chegou e tomou o seu lugar na vida de todos também afetou as grandes empresas e setores. Viajar de avião depois do Coronavirus será, por isso, mais difícil.

O turismo foi largamente afetado, no geral, e já várias companhias aéreas encerraram operações e entraram em insolvência.

Prevê-se que existam menos companhias aéreas no futuro, o que pode motivar aumentos de preços e perdas de determinadas ligações entre países e cidades.

Uma redução na frota e ligações aéreas também se prevê para as resistentes de forma a tentar recuperar os incríveis prejuízos que sofreram.

  • Menos agências de viagens

As agências de viagens também sofreram com o novo COVID-19 (e continuam a sofrer). Logo no início, foram várias as que se viram forçadas a encerrar a atividade dada a previsão de prejuízo e a incapacidade de pagar as responsabilidades. Outras infelizmente seguirão o mesmo caminho tendo em conta a política de reembolsos aos seus viajantes.

Ainda não está determinado um modelo fixo de reembolso, especialmente no que toca a pacotes ou apenas voos. Infelizmente, não foram ainda tomadas medidas no sentido de proteger todas as partes (clientes, agências e operadores turísticos) de forma a que o Turismo continue a ter papel preponderante no PIB do país.

Dicas para reservar a próxima viagem depois do Coronavirus

Escolher por que agência viajar depois do Coronavirus pode tornar-se mais fácil, já que os viajantes confiarão a sua viagem a profissionais que já conhecem e/ou que lhes consigam passar confiança na forma como tratam todo o processo.

Deixamos 3 dicas para que possa escolher o melhor parceiro profissional para viajar depois do Coronavirus:

  1. Aposte na confiança: não vá atrás do preço. O preço não é tudo e, como já dizia o velho ditado, “o barato sai caro.” Aposte em agências de confiança (online ou offline), que sejam transparentes desde o início. Sim, talvez sejam 50€ mais caras. Mas pense assim: prefere pagar 50€ e estar seguro ou perder 500€?
  2. Escolha a melhor relação qualidade/preço: uma vez mas, não se foque no preço que lhe apresentam. Pergunte quais as inclusões de forma a conseguir comparar serviços comparáveis. Se para o mesmo hotel uma agência lhe apresenta 1200€ e a outra apresenta 900€, talvez a de 900€ esteja a passar-lhe o preço com meia pensão e não tudo incluído.
  3. Faça um seguro: um bom seguro de viagem pode ser a diferença entre recuperar tudo (ou quase tudo) o que pagou no caso de uma situação extraordinária ou perder tudo. Questione o seu agente de viagens sobre os seguros existentes, analise as condições de todos, e escolha aquele com que se sente mais confortável.

As viagens vão continuar, isso é certo

Especialmente se pensarmos que as pessoas querem é sair de casa 🙂

Por isso não cancele a sua viagem. Adie.

Melhores tempos virão e conseguirá aproveitar fins-de-semana e semanas de férias, onde continuará a relaxar, conhecer novas culturas, e aprender algo novo todos os dias.